31/10/2017

Domingo de outono no Adda



Ontem (29/10) acordamos e decidimos dar uma volta de bicicleta, coisa que eu não fazia há muito tempo, mesmo sendo o ciclismo um dos meus esportes preferidos.

Antes de o Matteo nascer, eu andava de bicicleta ao menos três vezes por semana e no verão ela era a minha melhor amiga de casa para o trabalho e vice e versa. Bons tempos esses, em que para me exercitar bastava uma bike e um pouco de boa vontade.

E' verdade que andar em Milão é muito mais fácil do que onde moramos hoje, pois é tudo uma reta sò. Ja a província de Bergamo é cheia de subidas ou na melhor das hipóteses colinas que não permitem às suas pernas nem um breve descanso. Além disso, devo admitir que me tornei uma pessoa meio cansada. Sò que ontem a preguiça foi vencida pela vontade de passear pela ciclovia que temos perto de casa. Estamos morando em Calusco ha pouco mais de um ano e até ontem eu não havia feito um belo passeio de bike. Aquele era o dia perfeito para isso: sol, sem vento, boa temperatura, enfim, tudo indicava que seria uma ótima decisão... e foi. 

Parecia uma manha de primavera e como Marcelo me disse que a caminhada era fácil,  nos vestimos e partimos.

Suei, mas suei muito mesmo. Foram horas de pedaladas nem tao leves como ele havia dito, ainda mais para quem leva uma vida sedentária ha três anos. Mas o passeio e as paisagens valeram a pena.

As paisagens eram demais! O lugar incrível! Era impossível andar mais do que cinco minutos sem parar para admirar e fotografar. Olhando ao redor eu me sentia em um cenário de um filme, numa pintura de um quadro.

Ciclovia em Calusco d'Adda
O passeio nos reservou varias surpresas interessantes como encontrarmos uma mini biblioteca no meio da ciclovia, num lugar onde tinha vários banquinhos ao ar livre.

A placa dizia "Tem um livro na Arvore. Pare, leia e se quiser leve o livro e deixe um no lugar".
Achei simplesmente sensacional, pois essa iniciativa permite a troca e reciclagem de livros, além de te dar a possibilidade de ler no silencio, em meio à natureza e ao som dos pássaros.




Continuando pela estrada encontramos o "Traghetto di Leonardo Da Vinci", um barco a mão, que funciona até hoje com a força da água e que liga Imbersago (Lecco) a Villa D'Adda (Bergamo).

Ainda hoje o barco è usado, mas obviamente com foco turístico. O barco tem capacidade para levar 100 pessoas e cinco automóveis. 


O mais bacana de tudo é que esse é um passeio que da para fazer em qualquer época, não custa nada e é cheio de aventuras. Em meio a toda aquela magia: água cristalina, cavalos, pássaros, natureza, bikes e livros, Matteo relaxou tanto que tirou uma soneca.



Para concluir esse post, garanto que esse passeio embora breve é capaz de recarregar as energias.

PS: ainda não sinto os músculos da perna :)



17/09/2017

Surpresinha chata numa quinta-feira de noite

Hoje estou meio chateada pois ontem de noite (14/09) tive uma surpresa bem chata.

Eu estava toda pimpante porque com a greve do transporte fui obrigada a sair meia hora mais cedo, o que significaria meia hora a mais com meus amores. Corri para casa toda contente e sorridente, até chegar no estacionamento para pegar o carro...SURPRISE! O lado do motorista estava destruído, a porta e a lateral estavam afundados e o ferro da porta rasgado. Por alguns segundos fiquei imóvel, sem acreditar como aquilo teria acontecido. 

Ao ver a fechadura rasgada, pensei que tivesse sido maldade, roubo ou algo do tipo. Embora para qualquer um que visse fosse obvio que não era roubo, eu não conseguia raciocinar. Sai sem saber o que pensar, meio transtornada, até que dirigindo vi dois pequenos bilhetinhos apoiados no vidro. Naquele dia tinha chovido demais, mas  por sorte os recados ainda estavam legíveis. Parei o carro e os peguei. 

Em um dizia "eu vi tudo, foi um caminhão grande que bateu na lateral.  Ja avisei a policia da cidade. Se quiser saber mais me ligue". 

O outro bilhete tinha uma placa de um carro da Polônia, o nome de uma empresa e o numero de uma pólice. Até ai não estávamos entendendo nada, ligamos então para o rapaz que havia nos deixado o telefone. Ele explicou que o caminhão foi fazer a curva e como era muito grande toda a parte de tras dele encostou no carro. O motorista não havia sequer visto o estrago que havia causado e continuou a andar. Esse rapaz foi atras dele e pediu para ele voltar e ver o que aconteceu. O caminhoneiro voltou e deixou aqueles dados, sem numero de telefone ou nome, mas que espero sejam suficientes para solicitar o reembolso ao seguro.

Aquele rapaz, então fez algumas fotos do caminhão e da placa, que me servirão para o seguro.

Ligamos na asseguradora que comunicou que o processo sera mais lento, por se tratar de um carro do exterior. Deve durar uns três meses, mas em teoria vai cobrir, assim espero.

A principio eu fiquei fora de mim,  não pelo valor material, mas porque tenho o maior cuidado com as minhas coisas, fruto de sacrifício, de trabalho, mas quando parei para pensar percebi que embora parecesse falta de sorte, o que tive foi o contrario.

O rapaz que viu tudo  disse que tudo aconteceu as 8 horas da manha, isso significa que se fosse 20 minutos antes, eu estaria saindo do carro e o caminhão me pegaria em cheio, provavelmente sem notar.

Alem disso, o estrago poderia ser bem maior e eu ficar sem carro por três meses, o que tornaria impossível gerenciar Matteo e trabalho. O carro para mim não é opcional, é necessidade, ainda mais agora com a chegada do frio. Por pouco não quebraram também os vidros.

Por fim, se não fosse o tal rapaz ir atras do caminhoneiro e fazer fotos, a gente teria um prejuízo absurdo, pois não teria nenhum dado do caminhão e nem as fotos que provassem o acidente.

Então, ao invés de azar, tive muita sorte e agradeço por isso.  Difícil não se chatear, mas eu reconheço que devo agradecer porque poderia ser pior.

Agora é correr atrás para arrumar o quanto antes.

Vamos que vamos!


06/09/2017

Final de semana na praia - Julho 2017

No inicio de Julho fomos pela primeira vez este ano para a praia.



Na quinta e sexta-feira participei de um congresso de licenciados da Disney em Rimini, uma praia conhecida não por seu mar, que não representa muito a beleza e a cor do mar da Itália, mas sim por oferecer uma ótima estrutura para familias com crianças.

Como eu iria a trabalho por dois dias, o Marcelo pediu um dia de folga na sexta-feira e viajou com o Matteo. Chegou na hora do almoço e dai foi somente curtir com os dois. 

Essa foi a primeira vez que dormi longe do Matteo e devo confessar que fiquei pensando em como seria por mais de mês. No final das contas o evento foi tao intenso que quando fui para a cama desmaiei. Logico que sempre que eu podia estava online com Marcelo para saber como estavam as coisas sem mim. Admiro muito as mães que viajam sempre a trabalho e  que conseguem separar bem esses momentos. 

Bom, voltando a nossa estadia na praia, acho que essa é a primeira vez que Matteo realmente curte a praia, sabendo o que é. Das outras vezes ele se divertiu, mas desta ele se "acabou" de tanto brincar. Chegavamos as 11hs na praia e ficavamos até as 21h30 quando tinha ficado escuro. 


Depois das aulas de natação que ele fez no inverno, perdeu totalmente o medo da água. Ele entrava no mar e sò voltava quando a água chegava no pescoço. 

Nós compramos uns infláveis para o mar e ele não largou nenhum momento. Teve uma hora que descuidamos por segundos e quando vimos ele tinha pego o colchão inflável, levado para o mar e já estava em cima, boiando, como quem diz "agora é hora do descanso"

Foi a primeira experiencia mais forte com ele na praia, um homenzinho mais independente.





As inesquecíveis férias 2017



Agosto foi um mês que passou tao rápido, mas que ficará marcado para sempre em nossos corações. Foi o mês em que recebemos minhas cunhadas e meu sobrinho Gabriel. Depois de nove anos morando na Itália, eles finalmente vieram nos ver.

Recebe-los não sò foi uma delicia, mas foi relaxante, pois conseguimos por alguns momentos nos desligar daquela rotina e responsabilidade que as vezes parece sufocar. Matteo se apaixonou por eles, a ponto de dizer para eu ir dormir com o Marcelo e deixá-lo com a tia, porque ele ia dormir com ela: "vai mamma, vai con papà... io fare nana titia". 


Quem conhece o Matteo sabe o quanto ele é inteligente e falador, mas não imagina o quanto ele poderia mudar em um mês. Em primeiro lugar, ele esta falando muito mais português do que antes. Além disso, compreende o que dizemos seja em italiano que em português. Durante esse tempo, ele que já era super simpático, passou a interagir ainda mais com todos, se demonstrou um bebezinho muito decidido e algumas vezes até radical. Lógico que um pouco é culpa das tias que o mimaram tanto, mas tudo bem, foi por uma boa causa. 


Mas voltando as férias, desta vez o destino foi a Puglia, no Sul da Itália, uma região linda, com praias maravilhosas, mas que este ano estava muito cheia. As praias mais famosas como Punta Prosciuto (considerada um dos paraísos da Itália), perdeu para mim um pouco de seu encanto pela quantidade de turistas, que alias sequer levava embora o lixo, deixava na praia.  

Como estávamos de carro, a cada dia íamos para praias diferentes, que geralmente ficavam a uma hora e meia da casa que havíamos alugado, mas que eram mais isoladas e muito mais bonitas. Acho que a gente vai ficando mais velho e quer lugares mais tranquilos. Este foi um verão em que fizemos muitas coisas sem nos cobrar  muito, sem estabelecer horários. Foi um Agosto de poucas regras, com exceção ao Matteo, logico.



Por um mês eu esqueci toda a rotina e me desliguei 100%  do trabalho, a ponto de ter que voltar em vários emails para lembrar onde eu havia parado. Esqueci tudo. Eu e Marcelo chegamos às férias no limite máximo da exaustão, do cansaço físico e mental. Pela primeira vez em muitos anos admito que não estava mais conseguindo superar o cansaço. Estas férias foram essenciais para enxergarmos alguns pontos onde estávamos errando e para estabelecer novas metas, junto às pessoas que amamos e principalmente, sem stress. 

Enfim, agora é trabalharmos para as proximas...




28/06/2017

A Razao de Tudo!

E' por eles que eu luto tanto.

E' por eles que eu corro para a casa, mesmo sabendo que as 20 horas começa o segundo round. 

Porque eles valem tao a pena...

Porque esses sorrisos me fazem sorrir...

Porque essa alegria faz com que eu perceba que todos os problemas do dia a dia ou não são meus ou são solucionáveis!

Eu corro por eles porque são a razão da minha felicidade e porque eu quero ser a deles. 



Vecchiaia

Aos 36 anos sinto a "vecchiaia" mostrando sua face. Nao sei se pela rotina frenética ou porque tenho baixa resistencia mesmo, mas ultimamente os dias tem sido bem cansativos. Isto porque nao tenho feito horas extras como antigamente. Antes de o Matteo nascer eu cheguei a acumular mais de um mes de banco de horas.

Naquela época eu nao me cansava tanto como hoje. E' logico que eu nao tinha um bebezinho que precisava 100% de atençao, mas a disposiçao era outra.

Acho que esta chegando a hora de tirar férias e de tirar um tempo para mim: fazer as unhas, mudar o corte de cabelo, caminhar, voar, sei là algo que recarregue minhas energias.

O descanso tem parecido um sonho muito distante.


16/05/2017

15 de Maio - Radicalizando

Recentemente tenho me visto em situações que tem me feito pensar em como as pessoas parecem nunca estar satisfeitas. Por mais que você se dedique e de o teu máximo, parece ser sempre insuficiente.  

Ontem meu marido me disse que estou me tornando radical, por não aceitar mais alguns tipos de comentários e brincadeiras (sem graça e fora de hora, diga-se de passagem). Na verdade eu sempre fui um pouco estressada e intolerante (admito), com a diferença de que antigamente eu fazia muita questa o de manter amizades e colegas. Mesmo que eles tivessem as piores atitudes, eu tentava sempre remediar e aceitar. 

Hoje eu só faço questão do que realmente è sincero e verdadeiro. Nao dou mais chance para relacionamentos “meia boca”, construídos em pilares de interesses, sejam eles quais forem.

Então senhor meu marido Marcelo Ritacco, talvez eu não tenha mais a opinião de 20 anos atrás (menos mal, eu diria), mas os assuntos aos quais você se referiu em nossa conversa de ontem, não foram bem interpretados ontem e também não seria mesmo daqui ha 20 anos.

Talvez eu antigamente achasse algumas coisas OK, provavelmente eu também brincasse com elas, mas os anos passaram e eu mudei, assim como o mundo todo. Nao enxergo como negativo a mudança, nem ao menos acho que tenha que aceitar algumas coisas sò para não incomodar o mundo. Uma coisa eu sempre fui…. SINCERA e TRANSPARENTE.

Também não vejo isso como negativo. Acho que todos somos adultos o suficiente e temos o bom senso para entendermos quais são os limites que podemos atingir com as pessoas.

Eu não tenho que me sentir mal porque não concordo com brincadeiras de mal gosto. As vezes basta se colocar no lugar da outra pessoa para compreender. Isso demora somente alguns segundos. Pode me chamar de radical se preferir, pode usar o nome que achar mais adapto, mas antes de mais nada acho que vale respeitar o fato de que eu não tenho que gostar de algo ou achar normal sò porque os outros acham. Sim, é um desabafo.

Basta cada um pensar antes de agir e tudo fica mais fácil.

Mas se preferir pode me chamar de radical e inflexível.

Dois anos de Matteo - 15 de Abril 2017

E ele cresce rapidamente, me deixando a cada dia boquiaberta com sua inteligencia e esperteza, mostrando que todo o cansaço e as noites mal dormidas são recompensadas em cada sorriso, em cada nova palavra que ele nos diz, em cada olhar curioso ou até mesmo em suas poses quando nos imita. Esses dias eles estava jantando e eu sentada de frente para ele cruzei as mãos e apoiei a cabeça. No mesmo instante ele largou o garfo e fez igual. E' demais ver toda essa evolução e saber que você é um dos maiores responsa veis por uma pessoa.


Cuidar de um bebe da um trabalhão danado. Mentira de quem diz que não muda nada e que da para fazer as mesmas coisas de antes. Na verdade depende de qual era a rotina da pessoa, se viajava muito, se era sistemática com os horários ou se tinha uma vida de menos aventura. Digamos que a gente nunca foi muito regrado, decidíamos nos últimos momentos o que iriamos fazer, para onde iriamos viajar e buscávamos as maiores aventuras, as praias desertas e distantes. Ja fomos de Sharrm Sheik dentro de um ônibus quase suicida para as Piramides de Ghiza, no Egito. Foi sensacional, mas hoje com uma vida nas tuas mãos, não da para arriscar uma viagem do tipo. Uma das viagens mais incríveis e afrodisíacas que fizemos foi para a Grécia, mas o que mais curtimos foi ir para as praias desertas, verdadeiros paraísos. Na época passávamos o dia torrando no sol, sustentados por lanches e cerveja. Hoje, no entanto, não arriscamos ir a uma ilha muito distante do continente, pois por mais maravilhoso que seja o lugar, precisamos de uma estrutura, onde poder esquentar um leite, uma comida e até mesmo estar perto de um hospital para o caso de urgências. Nós não somos pais neuróticos, mas sim, as coisas mudam nos primeiros anos de um bebe.

Isso não quer dizer que não seja bom, muito pelo contrario. O Matteo foi a coisa mais maravilhosa que ja nos aconteceu. Faz parte de um amor tao grande, que chega a doer. Sou capaz passar horas olhando para ele, com seus olhos e sorrisos inocentes. Um ser humano no real significado da palavra, bom em sua essência, sem nenhuma influencia negativa. Simplesmente bom!

Mas vamos ao motivo do post...ele já fez 2 anos e nesses dois anos ele virou um pequeno homem, super carinhoso, simpático com todos, brincalhão e que adora receber e fazer carinho. Uma criança cheia de energia, que começa a demonstrar um pouco do geniosinho mandão (do pai lógico) e que nos enche de alegria. Para você ter ideia quando ele quer algo ele fala pausadamente e levanta o dedinho na imposição.



Foram dois anos de muita aventura, que começaram no parto (Marcelo quem o diga).Depois vieram todas as inseguranças, a duvida sobre sermos capazes de cuidar de um bebe, ja que nunca havíamos tido sequer uma planta.

Os primeiros meses de vida dele foram bem caóticos, pois ele sofreu muito com cólica e nós não tínhamos ajuda de ninguém para organizarmos a vida. Lembro de o Matteo ter passado 14 horas (contadas no relógio) chorando de dor. A pediatra dizia que era normal, que bebes sentem cólica. Nenhum medico foi capaz de nos auxiliar com isso, nenhum deles era a favor de remédios que aliviassem a dor. Nossa sorte é que uma amiga nos apresentou a tal da sondinha que ajudou muito. Era tiro e queda. A dor passava na hora.
Depois dessa fase veio a dor da separação. Ter que deixa-lo na escolinha para trabalhar. Me senti uma péssima mãe, mas eu sabia que era necessário seja por ele, seja por mim profissionalmente e seja pela saúde de nosso casamento. Chorei muito e as vezes ainda choro por achar que não sou boa e que não estou tempo suficiente com ele, mas não tem muito o que fazer.

Depois ele começou a gatinhar, caminhar, crescerem os dentinhos. Hoje ja sinto saudade dele se arrastando pelo chão, de ve-lo banguelo, de ter medo de pega-lo de tao pequeno que era, de amamentar, dos primeiros sorrisos, da espera pelas primeiras palavras (que não foi mamãe, mas sim papai), sinto falta de tudo.

E a cada instante chega ele nos testando e surpreendendo.

Gostaríamos de ter festejado esses dois anos no Brasil com as nossas famílias e com o Nickinho, mas infelizmente por razoes de trabalho, não foi possível. Nos últimos dois anos Abril tem sido um mes bem complicado para mim na Melissa.

No final acabamos fazendo a festa num jardim super gracinha, pensado próprio para as crianças. Matteo estava tao entusiasmado que sò queria brincar, não sò ele como todas as crianças. Os pais nem as viam. Foi muito bacana. Tivemos a presença de nossos melhores e mais fieis amigos, que nos últimos anos nos acompanharam e apoiaram.



Enfim, a lei da vida é essa: ser bebe, crescer, amadurecer e envelhecer. Como mãe sò desejo conseguir aproveitar todos os momentos ao máximo e ser capaz de equilibrar meus sentimentos, para deixa-lo livre para o mundo e para as aventuras dessa vida.

Matteo, um dia acredito que você vai ler nossa historia, talvez eu e seu pai sejamos velhinhos quando isso acontecer, talvez seus filhos um dia possam ler, então saiba que você é a maior delicia de nossas vidas e que a cada dia que vejo seu rápido crescimento, quando nos olhamos nos olhos, sinto um amor que chega a apertar o peito. Hoje eu entendo o que é amor profundo. Eu espero todos os dias o momento de chegar em casa para te ver, ouvir sua voz e ate mesmo suas birras. Eu espero ansiosamente meu trem chegar para eu correr para teus braços e ouvir de longe aquelas palavras alegres "mammaaaaaaa". Saiba que te amo a cada dia mais, com toda as minhas forças.

Feliz Aniversario meu amor eterno.